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Você sabe o que é “coração de atleta”?

Autor: Dr. Alexandre Sousa
Data: 04/10/2016

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O termo “coração de atleta” surgiu em 1896, após a primeira Olimpíada da Era moderna, onde os atletas de ski cross-country foram analisados e submetidos a algumas avaliações médicas para verificar desempenho do coração e do sistema circulatório.

A equipe médica sueca observou que o coração destes atletas eram maiores que o considerado normal e passaram a considerar coração atleta aquele que possui o tamanho da espessura de suas paredes e das suas cavidades até 45% maior do que o uma pessoa que não faz atividade física e que os batimentos cardíacos em repouso chegam a atingir 30 batimentos por minuto.

Estes achados podem ser resultado do treinamento, mas também podem ser devido a doenças cardíacas prévias ao início do exercício. Esta, inclusive, era a maior questão em dúvida após o estudo, se o esporte fazia o coração crescer, ou se era um coração com anomalias, que cresceram no atleta.

Esta diferenciação entre resposta normal ao exercício físico e doença prévia pode confundir os médicos generalistas. Um cardiologista poderá investigar os achados e separar possíveis portadores de doença prévia.

Caso o esportista possuir o “coração de atleta”, ele sofreu algumas adaptações fisiológicas em seu coração, devido aos esforços na atividade física, o que não significa que ele possui problemas cardíacos.

Mesmo assim, é indispensável o acompanhamento de um cardiologista e avaliações periódicas para acompanhar o desempenho do coração e a evolução das alterações. Além disso ele irá orientar o atleta sobre a melhor rotina para seus esportes.

 

Para mais esclarecimentos procure seu cardiologista ou entre em contato conosco.
1 – Ghorayeb N. Coração de Atleta. Modificações Fisiológicas x Supertreinamento e Doenças Cardíacas. Arq Bras Cardiol 161 volume 64, (nº 2), 1995
2 – Diretriz em Cardiologia do Esporte e do Exercício da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Arq Bras Cardiol 100, 1, Suplemento 2, Janeiro 2013

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